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Ministério Público amplia investigação sobre ligação do Master com cemitérios de São Paulo e omissão de Ricardo Nunes

Publicada em: 25/05/2026 06:06 -

O caso envolvendo a concessionária Cortel SP, o Banco Master e a Prefeitura de São Paulo passou a reunir duas frentes simultâneas de investigação — uma no Ministério Público paulista e outra no Supremo Tribunal Federal.

Segundo a reportagem da jornalista Mônica Bergamo, o Ministério Público de São Paulo decidiu anexar uma nova representação a um inquérito civil já existente que apura possíveis irregularidades na concessão dos cemitérios municipais da capital paulista.

O novo impulso da investigação ocorreu após o ministro Flávio Dino apontar indícios de possível influência do Banco Master sobre empresas ligadas aos serviços funerários privatizados e solicitar esclarecimentos à gestão do prefeito Ricardo Nunes.

Entre os principais pontos investigados estão:

  • possíveis vínculos societários e financeiros entre a Cortel SP e o Banco Master;
  • eventual atuação integrada entre concessionárias do setor funerário;
  • e possível omissão da Prefeitura de São Paulo na fiscalização dos contratos de concessão.

A apuração menciona que Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, teria participado do conselho e do quadro societário da Cortel SP. Outro elemento citado pelo Ministério Público seria o uso de endereço eletrônico associado ao Banco Master em documentos da concessionária.

Além da Cortel, a empresa Maya também aparece na investigação por supostos empréstimos milionários contratados junto ao Banco Master. As empresas negam atuação conjunta irregular.

O despacho do promotor Silvio Antonio Marques afirma haver “semelhança” entre a representação apresentada por parlamentares do PSOL e o inquérito já instaurado sobre os cemitérios municipais.

A representação foi apresentada por:

  • Luciene Cavalcante;
  • Carlos Giannazi;
  • e Celso Giannazi.

Paralelamente, Luciene Cavalcante protocolou petição no STF pedindo ao ministro André Mendonça que Ricardo Nunes seja incluído no inquérito relacionado ao Banco Master. O pedido solicita que a Procuradoria-Geral da República investigue a atuação da prefeitura na fiscalização dos contratos funerários.

A gestão Ricardo Nunes reagiu afirmando que as acusações seriam “ilações infundadas” e classificou a iniciativa da deputada como uma “ação puramente ideológica”. A prefeitura também criticou a atuação do promotor Silvio Antonio Marques, chamando a medida de “factoide”.

Até o momento:

 

  • não há denúncia formal ou condenação contra a prefeitura, o Banco Master ou as concessionárias;
  • as apurações permanecem em fase investigativa;
  • e os envolvidos negam irregularidades.

O Ministério Público de São Paulo decidiu anexar a um inquérito civil já em andamento uma representação que pede a investigação de uma possível relação entre concessionárias responsáveis por cemitérios municipais, o Banco Master e eventual omissão da Prefeitura de São Paulo na fiscalização dos contratos. A apuração, segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ganhou novo impulso depois que o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), apontou indícios de possível interferência do Banco Master na gestão dos serviços funerários da capital paulista e cobrou explicações da administração do prefeito Ricardo Nunes. As suspeitas envolvem a concessionária Cortel SP, que passou a administrar parte dos cemitérios públicos após a privatização do serviço funerário promovida pela gestão Nunes em 2023. A SP Regula identificou que Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, integrou o conselho e o quadro societário da Cortel. Outra empresa citada no caso é a Maya, que teria contraído empréstimos milionários junto ao Banco Master. A Prefeitura de São Paulo apura se as concessionárias atuavam de forma integrada, hipótese negada pelas empresas. No despacho assinado pelo promotor Silvio Antonio Marques, o Ministério Público afirma haver “semelhança” entre a representação apresentada por parlamentares do PSOL e o inquérito civil já instaurado para apurar possíveis irregularidades na concessão dos cemitérios municipais. A representação foi protocolada pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi. Segundo o promotor, há “indícios de possível vínculo” entre a Cortel e o Banco Master. Entre os elementos citados pelo Ministério Público estão a relação familiar entre integrantes das empresas e o uso de endereço eletrônico ligado à instituição financeira na assinatura de documentos da concessionária. Além da frente aberta no Ministério Público paulista, Luciene Cavalcante apresentou uma petição ao STF pedindo ao ministro André Mendonça que Ricardo Nunes seja incluído no inquérito que investiga o Banco Master. A peça sustenta que novos fatos apontariam “possível conexão” entre o banco, a concessionária Cortel SP e a Prefeitura de São Paulo, responsável pela concessão e pela fiscalização dos serviços funerários e cemiteriais da capital. Na petição enviada ao STF, a deputada pede que a Procuradoria-Geral da República apure a atuação da prefeitura e de Ricardo Nunes “quanto à ciência dos fatos, às providências adotadas, à investigação interna mencionada publicamente e à fiscalização do contrato”. Procurada, a gestão Nunes afirmou lamentar a “ação puramente ideológica” de Luciene Cavalcante, “sem qualquer indício ou prova, apenas com ilações infundadas para tentar ganhar alguma evidência”. A prefeitura também criticou a decisão do promotor Silvio Antonio Marques. Em manifestação, a gestão municipal afirmou que a medida “não passa de malabarismo para criar mais um factoide já comum à sua atuação no Ministério Público”. O caso reúne, portanto, duas frentes de apuração: uma no Ministério Público de São Paulo, vinculada à concessão dos cemitérios municipais, e outra no STF, relacionada ao inquérito que investiga o Banco Master. Ambas tratam de suspeitas sobre a eventual influência da instituição financeira em empresas que atuam nos serviços funerários paulistanos e sobre a fiscalização exercida pela Prefeitura de São Paulo.

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