Segundo o texto, a corporação passou a adotar providências para preservar a segurança dos manifestantes e dos demais usuários da rodovia, mencionando risco de acidentes. “Recebida a informação por esta Superintendência, estão sendo tomadas as providências cabíveis para preservar a segurança dos manifestantes e usuários da rodovia”, diz o documento A PRF afirma ainda que se colocou à disposição para fornecer orientações técnicas, ressaltando a necessidade de observância das normas legais durante o deslocamento. Os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia protocolaram um pedido de providências junto à PRF solicitando medidas administrativas para impedir a continuidade da caminhada pela BR-040. No documento, os parlamentares alegam que o ato foi iniciado sem comunicação prévia às autoridades, o que teria inviabilizado o planejamento de segurança e colocado motoristas da rodovia em risco. Eles sustentam ainda que há registros de utilização do acostamento e da pista de rolamento, além de indícios de um pouso de helicóptero nas imediações da via, o que, segundo o pedido, agravaria o risco à segurança viária e poderia configurar infrações administrativas e penais. Os deputados requerem que a PRF avalie a restrição, suspensão ou redirecionamento da manifestação, com base no Código de Trânsito Brasileiro. No entanto, a assessoria de Nikolas Ferreira afirmou que não houve notificação formal, mas apenas o envio de um e-mail de caráter preventivo e colaborativo por parte da PRF. Segundo a equipe do deputado, o contato não trouxe recomendações, determinações ou medidas administrativas, e até o momento não houve necessidade de intervenção, uma vez que não foram registradas intercorrências durante o percurso. “Recebemos um e-mail da Polícia Rodoviária Federal, no qual o órgão se colocou à disposição para atuar, caso necessário, com foco na segurança dos participantes da Caminhada Pela Justiça e Liberdade”, informou o gabinete. A assessoria acrescentou que mantém comunicação constante e cooperação com a Superintendência da PRF no Distrito Federal, além de contato frequente com os órgãos de segurança do DF. De acordo com o gabinete, representantes participaram inclusive de reunião nesta semana para tratar do tema. Nesta quinta-feira, 23, Nikolas rebateu críticas de adversários políticos. Em entrevista ao portal Metrópoles, ele disse que a iniciativa ocorre de forma “orgânica e pacífica” e não utiliza recursos públicos. “Estou de férias, faço o que quiser”, afirmou. Ainda nesta sexta-feira, 23, entidades empresariais de Minas Gerais defenderam, em nota conjunta, o direito à livre manifestação e o respeito ao Estado Democrático de Direito. “Liberdade de expressão, liberdade de reunião e liberdade de manifestação são direitos constitucionais e componentes essenciais de qualquer nação que se pretenda civilizada, plural e próspera”, afirmam as entidades. Assinam o documento a Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte; o Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado de Minas Gerais e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. A caminhada teve início em Paracatu (MG) e deve ser finalizada no domingo em Brasília. Duzentos e cinquenta quilômetros separam as duas cidades.
