🌍 Trump ameaça anexar a Groenlândia e provoca reação firme da Europa em Davos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira (21) no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sob forte tensão diplomática após reafirmar sua intenção de anexar a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.
A fala do norte-americano, que chegou ao evento após um atraso causado por um problema elétrico no Air Force One, intensificou a reação de líderes europeus, que passaram a adotar um tom mais duro diante das investidas de Washington sobre o território europeu.
🇪🇺 Europa reage em bloco
Diversas lideranças europeias se manifestaram ao longo do dia:
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Emmanuel Macron, presidente da França, pediu a realização de um exercício militar da Otan na Groenlândia, reforçando que a Europa não aceitará “novos imperialismos e colonialismos”.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia “prefere o diálogo”, mas está “totalmente preparada para agir”.
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O presidente da Finlândia e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, declararam que a Europa tem capacidade própria para garantir sua defesa.
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O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que a UE está pronta para defender seus Estados-membros contra qualquer forma de coerção.
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A Dinamarca avalia enviar até 1.000 soldados para a Groenlândia em 2026, segundo a imprensa local.
Os líderes europeus devem se reunir nesta quinta-feira (22) em uma cúpula de emergência, com o objetivo de alinhar uma resposta comum à ameaça norte-americana e discutir o papel do continente em uma “nova ordem mundial”.
⚠️ Críticas até da extrema direita
A postura de Trump gerou críticas até mesmo entre políticos europeus tradicionalmente alinhados a ele. O francês Jordan Bardella, líder do Reunião Nacional, afirmou que ameaças comerciais contra território europeu não são diálogo, mas coerção, e que a Europa deve escolher entre “submissão ou soberania”.
🕊️ Tom conciliador e bastidores
Apesar da escalada verbal, Trump adotou um tom mais conciliador na noite de segunda-feira, dizendo acreditar em um acordo que satisfaça a Otan e os EUA, alegando razões de segurança nacional.
O secretário-geral da ONU, Mark Rutte, indicou que há negociações em andamento “nos bastidores” e reforçou a importância da parceria histórica entre EUA e Europa, lembrando que o Artigo 5 da Otan já foi acionado em apoio aos norte-americanos após os ataques de 11 de setembro.
